domingo, janeiro 27


É tolice pensar que uma pessoa só pode mostrar e ter uma única face diante de tantas que carrega consigo. Você pode ouvir rock e ainda dançar funk, também é permitido gostar de ler e tomar indeterminadas doses de tequila, não vejo problema em falar sobre sexo com os amigos e depois emendar com algum assunto de cunho político. Ninguém precisa bancar o politicamente correto e nem a ovelha negra, na verdade somos a soma de tudo um pouco. E cada pessoa concilia em sua personalidade aquilo que a desperta de alguma forma, seja um poema de Augusto dos Anjos ou uma crônica de Martha Medeiros com uma música de fundo de Zeca Pagodinho. Somos antagônicos, contraditórios e singulares, por mais que em diversas vezes nos vejamos tão plurais.