sexta-feira, julho 27

Não procurei adjetivar-te negativamente; não busquei defeitos; não lembrei dos momentos ruins; não procurei ver coisas onde não existiam. Simplesmente deixei pra lá! Não liguei, não insisti, apenas deixei quietinho. Você aí no seu canto e eu aqui, no meu infinito particular, comigo, sozinho. Nesse tempo curto, longo, trêmulo, ou como quiser chamar, descobri que não há nada melhor do que a paciência. A gente tem que deixar o barco seguir. As ondas assustam, a tempestade persiste, mas sempre encontraremos um cantinho seguro e quentinho, até o sol aparecer e a maré acalmar. Pode demorar um pouco, mas sempre haverá um arco-íris no início da manhã, ou no fim da tarde, para te lembrar que tempos melhores estão por vir.  

Mateus Tourinho